Pouco antes da meia
noite, de quarta 16, a minha filha, gestante já no
nono mês, apresentou uma leve dor na nuca. Verificando
a sua pressão arterial, vi níveis um pouco elevados e
recomendei que aumentasse o medicamento Metildopa, que
já vinha usando. Porém, às 03:30 hs os níveis
permaneciam elevados.
Feita ligação para o
obstetra, combinou-se de estar na clínica dele
às 07:00 hs. Lá foi feita avaliação, e como a pressão
arterial continuava alta, decidiram, fazer a
internação e a cesariana. Esta foi realizada , depois
do meio dia, a tensão em parte foi minimizada, pela
chegada de Ana Clara, minha primeira neta.
Depois, fiquei sabendo
que a hipertensão da filha, continuava, mesmo com a
medicação aumentada. Foi feita avaliação cardiológica,
domingo e segunda, para poder ter alta. A todos os que
me deram força, que me auxiliaram, preocuparam-se com
o meu drama, a todos o nosso muito obrigado.
Alimentação
saudável, rotina de exercícios e redução de estresse
provocam alterações no DNA.
Que um estilo de vida
saudável pode prevenir o homem de doenças como o câncer
é tese mais que comprovada. É fato também que hábitos
regrados podem ajudar aqueles que já têm tumores a viver
com mais qualidade, e em muitos casos até mesmo impedir
uma reincidência. Uma série de estudos vem comprovando
tais premissas, principalmente no caso de diagnósticos
de câncer de cólon e de mama.
Porém, há poucos estudos
que revelam os efeitos de uma vida saudável no âmbito
molecular do organismo. Um esforço para compreender tal
mecanismo vem sendo feito pelo Dr. Dean Ornish,
professor da Universidade da Califórnia e presidente do
Preventive Medicine Research Institute.
Ornish e sua equipe
reuniram trinta homens com diagnóstico precoce de câncer
de próstata que decidiram tratar a doença através de
mudanças de hábitos ao invés de intervenção cirúrgica,
radioterapia ou terapia hormonal. Os homens eram
predominantemente brancos (84%), com uma idade média de
62 anos e um PSA (marcador sanguíneo para o crescimento
da próstata) com pontuação média de 4,8 nanogramas por
mililitro (ng/ml).
O grupo foi submetido a
mudanças drásticas de hábitos, que incluíram dietas
leves, livres de gorduras e ricas em vegetais e legumes,
monitoramento de estresse, rotina de exercícios e apoio
psicológico durante três meses.
Os pesquisadores
compararam a expressão genética do grupo após este
período de intervenção e encontraram mudanças positivas
em mais de 500 genes. Os hábitos regrados diminuíram a
quantidade de oncogenes e aumentaram o número de genes
que previnem doenças, incluindo um especifico que pode
ajudar o sistema imunológico a reconhecer células com
tumores.
Exatamente como as
mudanças no estilo de vida têm esse efeito sobre os
genes ainda não está claro. Mas o estudo sugere que o
processo age profundamente no corpo da biologia
molecular.
"Esses resultados são
muito excitantes. Eles contrariam a genética "niilista"
que determina que não há nada a se fazer quando se trata
de genes", disse Ornish.
Porém, há algumas
ressalvas a serem consideradas na pesquisa. Em primeiro
lugar, 30 pacientes é uma amostra muito pequena,
portanto os resultados devem ser tratados com cautela.
Uma segunda questão é que não houve grupo de controle.
Embora um "antes e depois"
como este tenha valor, é recomendável que o estudo
acompanhe também um grupo que não tenha recebido o
tratamento, como medida de comparação.
"Eu pensei que pessoas
mais jovens e com doenças mais leves apresentariam
melhores resultados, mas nem a idade nem a gravidade da
doença fez tanta diferença quanto a opção por uma vida
saudável", disse Ornish. "Isso significa que quanto mais
as pessoas são capazes de mudar seus hábitos, mais forte
se torna seu organismo", comemora.
Fonte: HealthDay
Repórter
Novo processo ajuda
detectar com rapidez linfonodos afetados pelo câncer.
Um especialista em câncer
do Centro de Ciências da Saúde da Universidade da
Luisiana, Estados Unidos (LSU Health Sciences Center)
patenteou uma maneira de dizer com rapidez quais
gânglios linfáticos devem ser removidos para verificar a
propagação de um câncer.
O novo processo,
desenvolvido pelo Dr. Eugene A. Woltering, conecta
moléculas radioativas de iodo a uma tintura azul, usada
atualmente para encontrar estes "nodos sentinelas".
Ele afirma que o novo
método já está sendo usado, e em poucos anos poderá
chegar ao mercado. Woltering conta que a radiação ajuda
a detectar o local preciso onde os nodos sentinelas se
encontram, mas lembra que a injeção de corrente
radioativa é dolorosa, e as substâncias usadas devem ser
misturadas no mesmo dia do exame. Segundo o
especialista, o procedimento pode ser executado enquanto
o paciente está anestesiado e a substância pode ser
armazenada por até 120 dias.
Dr. Gary Lyman, presidente
do comitê da Sociedade Americana de Oncologia (American
Society of Clinical Oncology), entidade responsável por
estabelecer as regras para identificar os nodos
sentinelas do câncer de mama em 2005, comentou o novo
processo. Ele afirma que Wotering apresentou alguns
dados encorajadores, mas ainda são informações precoces.
Fonte:
The Associated Press
Estrógeno pode proteger
contra câncer de cólon.
Mulheres pacientes de
câncer de cólon com idade até 50 anos têm muito mais
chances de superar a doença do que os homens, mas o
mesmo não se aplica a mulheres com mais de 50 anos,
reportam pesquisas australianas.
"A idade de 50 anos é
propícia à menopausa, e os efeitos de proteção do
estrógeno sobre o câncer de cólon pode ser a
explicação", sugere Dr. Jenn H. Koo, da Sydney South
West Area Health Service.
Nenhum estudo até o
momento havia olhado especificamente esta relação
entre gênero e câncer de cólon em pacientes
recentemente diagnosticados com a doença. Para
investigar, Koo e seus colegas analisaram dados
coletados de 2.050 pessoas diagnosticadas com câncer
de cólon entre 1997 e 2004. 44% eram mulheres.
Eles descobriram que
mulheres com idade até 50 anos tinham quase metade a
mais chances de sobreviver ao câncer de cólon, assim
como os pacientes masculinos, não importando o estágio
da doença no ato do diagnóstico.
Porém, mulheres mais
velhas eram 38% mais propensas a adoecer da
enfermidade em relação aos homens, mais uma vez,
independente do estágio do tumor.
Os estudiosos
observam que existe uma limitação à pesquisa: o fato
de não terem incluído informações a respeito de as
mulheres terem consumido hormônios ou de quando elas
realmente passaram pela menopausa. Não obstante, eles
dizem que sua descoberta é "importante, na medida em
que contribui para a evolução da evidência que o
estrógeno protege contra o câncer de cólon".
Os pesquisadores
também assinalam que em razão das mulheres serem mais
suscetíveis a tumores proximais (aqueles junto ao
ponto onde o cólon encontra o intestino grosso), a
sigmoidoscopia flexível – um teste de câncer de cólon
que examina através de escaneamento a parte mais
inferior do cólon – pode ser menos efetiva em
pacientes mulheres do que a colonoscopia, na qual todo
o intestino é visualizado.
"Nosso estudo revelou
que 44% das mulheres com idade acima de 50 anos
poderiam não ter sido diagnosticadas com câncer de
cólon se avaliadas com sigmoidoscopia flexível",
pontuaram os pesquisadores.
Fonte: Reuters e
American Journal of Gastroenterology