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Set/06/2009 

MASAYA 1991- GUILLERMO, EDUARDO, INÊS, KARLA CRISTINA Y AUXILIADORA

MASAYA 1991

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Set/06/2009 

Masaya 1991 - Karla Cristina, Carlos de Jesus y Guillermo Júnior


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Set/06/2009 

masaya 1991



Graziela Bolaños Montenegro(mi mamita), Guillermo,Tio Mariano e Inês

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Set/06/2009 

O CÉU É O LIMITE?

REVISTA CH ON LINE SETEMBRO 2009

COLUNAS :: POR DENTRO DAS CÉLULAS
 

O céu é o limite?
Colunista mostra como a ciência explica a façanha de Usain Bolt e a evolução dos recordes olímpicos


O jamaicano Usain Bolt ganha, com folga, a final dos 100 metros rasos nas Olimpíadas de Pequim. Bolt detém o recorde da prova, com impressionantes 9s58 registrados no Mundial de Berlim (foto: Flickr/PhotoBobil).


O atletismo vem sendo sacudido há cerca de um ano. O responsável por essa revolução é um sorridente rapaz de apenas 23 anos chamado Usain Bolt. Os feitos desse atleta jamaicano têm levado os estudiosos do esporte a se questionar sobre quais seriam os limites naturais para a capacidade fisiológica humana e até quando veremos quebras de recordes nas diversas modalidades do atletismo.

Em duas ocasiões, Bolt venceu os 100 e os 200 metros rasos e participou da equipe vencedora do revezamento dos 4x100 metros rasos: nas Olimpíadas de Pequim (China), em agosto de 2008, e, mais recentemente, no Mundial de Atletismo em Berlim (Alemanha), no mês passado.

Nas duas competições, Bolt superou com enorme facilidade o recorde mundial nos 100 metros rasos. Em Berlim, o atleta obteve mais um feito: ele se tornou o detentor da quebra do recorde dos 100 metros rasos com a maior diferença da história, incríveis 0s11 (11 centésimos de segundo) abaixo da marca anterior! Além disso, em Pequim, o atleta jamaicano também suplantou com um sorriso nos lábios o recorde dos 200 metros, que já durava 12 anos.

Os resultados obtidos pelo fenômeno Bolt chamam ainda mais a atenção quando levamos em conta que quebras de recorde mundial no atletismo masculino são fenômenos raros. As marcas costumam se manter por longos períodos – em média, por cerca de 8 anos e 11 meses. Os recordes femininos no atletismo duram mais, 14 anos e 9 meses, em média.

Em outras modalidades, como a natação, a quebra de recordes é bem mais comum e ocorre, em média, com intervalos de poucos meses. Por que será que isso ocorre no atletismo? Estaríamos perto de alcançar os limites fisiológicos humanos? Ou teríamos tido gerações de atletas menos qualificados e, portanto, incapazes de suplantar as marcas anteriores?

Previsões

Cães de corrida disputam páreo em Londres. Estudos indicam que o limite para o desempenho atlético de cães e cavalos de corrida já foi alcançado (foto: Bernardo Esteves).

Pesquisas conduzidas por Mark Denny, professor da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, e publicadas no final de novembro de 2008 no Journal of Experimental Biology analisaram a evolução histórica e os limites para o desempenho atlético humano em comparação com o desempenho de cães e cavalos utilizados em corridas. A partir da análise dos dados obtidos, foi também previsto quando essas marcas humanas seriam alcançadas.

Os resultados indicam que provavelmente já foi alcançado o limite para o desempenho atlético de cães e cavalos de corrida. Apesar da melhoria recente das técnicas de criação e de seleção genética, houve poucas alterações na velocidade desses animais nas últimas décadas.

O mesmo já não vale para a velocidade humana: ao analisarmos os resultados registrados desde os primeiros Jogos Olímpicos da era moderna, realizados em 1896 na Grécia, pode-se concluir que ainda não atingimos o limite em nenhuma das modalidades atléticas.

Contudo, segundo essa investigação, os limites humanos não estão distantes. Nos 100 metros rasos, por exemplo, Denny estima que o limite humano máximo esteja próximo de 9s48, 10 centésimos de segundo abaixo dos 9s58 cravados por Bolt em Berlim.

Entre as mulheres, o recorde atual dos 100 metros rasos (10s49) se mantém há 20 anos e pertence à norte-americana Florence Griffith-Joyner. Denny supõe que o limite máximo para essa prova seja de aproximadamente 10s19. Já a maratona feminina deve de ser a primeira prova a ter o seu limite máximo alcançado. O recorde atual dessa modalidade (2h15min25), batido em 2003 pela inglesa Paula Radcliffe, poderá ser reduzido em mais 3 minutos apenas, alcançando algo em torno de 2h12min41s.

O efeito Bolt
No entanto, as previsões de Denny podem não estar totalmente corretas, e parte das falhas em seus cálculos ficou clara depois dos resultados obtidos por Bolt. As previsões dos limites atléticos humanos dependem da análise da tendência das marcas previamente obtidas. É aí que está o problema!

Usain Bolt comemora a vitória nos 100 metros rasos nas Olimpíadas de Pequim. O desempenho do jamaicano está levando os cientistas a rever as equações para projetar a evolução dos recordes no atletismo (foto: Richard Giles).

Para entendermos como são feitos esses estudos, analisemos um trabalho similar realizado pelo estatístico Tatsuo Tabata, pesquisador do Instituto de Avaliação de Dados e Análises, no Japão. Ele elaborou um modelo que considerou todos os recordes na prova dos 100 metros rasos.

Segundo os dados desse modelo, o recorde de Bolt em Pequim deveria ser esperado somente em 2030. A marca obtida por Bolt em Berlim, por sua vez, era aguardada para um pouco antes de 2040!

Devido às façanhas de Bolt, foi preciso reajustar as equações para calcular a velocidade humana máxima. Até 2005, as análises conduzidas pela equipe de Tabata sobre a evolução dos recordes na prova de 100 metros rasos permitiam um bom ajuste com uma função exponencial que empregava uma constante e considerava um valor limite para essas marcas.

Os dados registrados até 2005 geravam limites máximos de 9s66 para os recordes dos 100 metros rasos. Quando, após a vitória de Bolt em Pequim, foram levados em conta os resultados alcançados até 2008, as previsões feitas posteriormente chegaram a um patamar máximo de 9s43. Um ano depois, com o novo recorde do jamaicano em Berlim, as expectativas diminuíram para um limite de 9s09.

Você pode até estar pensando que esse tipo de investigação não leva a nada e que se trata de um simples exercício vazio de futurologia. Porém, o uso da análise de séries históricas para a realização de previsões tem um profundo significado e se aplica às mais diversas áreas da ciência. A previsão do surgimento de uma nova epidemia de gripe, a análise do grau de destruição das florestas tropicais ou dos efeitos dos gases estufa são apenas alguns exemplos de aplicações possíveis desse método.

De qualquer forma, após o fenômeno Bolt, podemos chegar a algumas conclusões. Em primeiro lugar, vemos que os modelos empíricos para descrever os limites do desempenho humano no atletismo são ainda muito pobres. Além disso, notamos que é muito difícil prever algo que dependa da biologia humana, cheia de minúcias e, muitas vezes, sujeita ao imponderável.

Devemos sempre ter em mente que esses valores foram calculados por matemáticos e que, obviamente, não levam em conta a fisiologia humana. Eles trabalham simplesmente com dados e pressupõem que os ganhos de velocidade humana foram desacelerando gradualmente até que alcancem um limite máximo.

Provas curtas e longas
A melhoria nos tempos das corridas pode estar diretamente relacionada com a distância percorrida em cada prova. Isso é o que sugere uma análise da progressão e das tendências dos recordes mundiais conduzida por Giuseppe Lippi, da Universidade de Verona (Itália). Seu trabalho considerou nove modalidades olímpicas, entre as quais os 100, 400, 1.500, 10.000 metros rasos e a maratona. Trocando em miúdos, os resultados indicam que as provas mais longas apresentam maiores evoluções do que as provas mais curtas.

Corredores da maratona de Nova York (EUA). Os recordes de provas mais longas, como esta, apresentam maior evolução do que os de provas mais curtas (foto: Flickr/Martineric).

Segundo esses pesquisadores, as melhorias nos tempos das provas de atletismo podem ser explicadas por diversos fatores, como avanços nas metodologias de treinamento e nos equipamentos utilizados nas provas, maior conhecimento da fisiologia desportiva, mudanças sociais e ambientais e mesmo doping.

Além disso, a equipe de Lippi observou que as maiores evoluções nos tempos das corridas foram alcançadas pelas mulheres, e não pelos homens. Contudo, acredita-se que as mulheres jamais alcançarão os homens, pois historicamente os tempos mais velozes para as mulheres são sempre de 9,3% a 13,4% mais lentos do que os dos homens.

Lippi e sua equipe também observaram que a melhoria nos tempos de diversas modalidades do atletismo olímpico parece ter atingido um patamar. Essa observação se alinha com as previsões feitas por outros pesquisadores como Tabata, cujos modelos de evolução do desempenho atlético parecem se ajustar bem a certas modalidades como, por exemplo, o salto em distância, que tem apresentado nos últimos anos uma diminuição marcante no registro de recordes – duas únicas quebras foram registradas desde 1968.

Atletas fora de série como Bolt podem subverter as tendências observadas e definir novos patamares para o atletismo, mostrando que a frieza dos números nem sempre pode prever eventos biológicos.

Seu tamanho (1,96 metro) e agilidade também fazem uma enorme diferença. Na final dos 100 metros rasos em Berlim, por exemplo, o jamaicano completou a prova com apenas 41 passadas e alcançou incríveis 44,44 km/h no auge de sua velocidade, com uma média de 37,58 Km/h.

Análises biomecânicas indicam que o jamaicano apresenta grande eficiência em seus movimentos e uma composição diferenciada de suas fibras musculares. Além disso, uma autoconfiança associada a um estado mental de prontidão fazem a diferença para seu desempenho.

Mesmo assim, haveria um limite para a capacidade humana? Em caso afirmativo, qual seria o menor tempo possível? Somente a história poderá nos dizer. Seja como for, certamente parte das respostas serão escritas com as sapatilhas douradas de Usain Bolt! 


Jerry Carvalho Borges
Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf)
04/09/2009

SUGESTÕES PARA LEITURA
Berthelot,G., Thibault,V., Tafflet,M., Escolano,S., El Helou,N., Jouven,X., Hermine,O., and Toussaint,J.F. (2008). The citius end: world records progression announces the completion of a brief ultra-physiological quest. PLoS. One. 3, e1552.
Charles,J.D. and Bejan,A. (2009). The evolution of speed, size and shape in modern athletics. J. Exp. Biol. 212, 2419-2425.
Denny,M.W. (2008). Limits to running speed in dogs, horses and humans. J. Exp. Biol. 211, 3836-3849.
Lippi,G., Banfi,G., Favaloro,E.J., Rittweger,J., and Maffulli,N. (2008). Updates on improvement of human athletic performance: focus on world records in athletics. Br. Med. Bull. 87, 7-15.
Nevill,A.M. and Whyte,G. (2005). Are there limits to running world records? Med. Sci. Sports Exerc. 37, 1785-1788.
Nevill,A.M., Whyte,G.P., Holder,R.L., and Peyrebrune,M. (2007). Are there limits to swimming world records? Int. J. Sports Med. 28, 1012-1017.
Tabata, T. World Records for Men's 100 m Defy Simple Curve Fitting. http://ideaisaac.blogspot.com/2008/09/world-records-for-mens-100-m-defy.html

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Set/06/2009 

NOVO TESTE PARA DETECTAR CÂNCER DE PULMÃO PELO SOPRO

A REVISTA CH ON LINE AGOSTO 2009- TRAZ ARTIGO SOBRE ESTE NOVO TESTE -

NOTÍCIAS :: TECNOLOGIA

 
Diagnóstico pelo sopro
Cientistas desenvolvem aparelho capaz de detectar câncer de pulmão a partir da respiração


Uma espécie de “bafômetro” criado por cientistas israelenses é capaz de detectar células cancerosas no pulmão de uma pessoa por meio do sopro (foto: reprodução Nature Nanotechnology).

As vítimas de câncer de pulmão poderão contar, em breve, com uma forma mais rápida e barata de diagnosticar a doença. Pesquisadores israelenses desenvolveram uma espécie de “bafômetro” capaz de detectar tumores no órgão, inclusive em estágio inicial. A expectativa é que o aparelho ajude a salvar mais vidas por meio da identificação precoce do câncer.

A nova ferramenta de diagnóstico, apresentada esta semana na revista Nature Nanotechnology, detecta, a partir da respiração, altas concentrações de certos compostos orgânicos considerados biomarcadores do câncer de pulmão. Em pessoas saudáveis, a concentração desses compostos é de uma a 20 partes por bilhão (ppb). Já em doentes, as taxas atingem de dez a 100 ppb.

O “bafômetro” desenvolvido pelo grupo contém uma espécie de tela com sensores feitos de nanopartículas de ouro. Quando o ar expirado pelo paciente bate nos sensores, sinais elétricos são emitidos para um computador que monitora o sistema. Como cada biomarcador tem um efeito específico sobre os sensores, é possível distingui-los pela intensidade dos sinais. Assim, o médico pode checar rapidamente se há ou não células cancerosas no pulmão do paciente.

Para testar a eficácia do aparelho, os pesquisadores contaram com a ajuda de 96 voluntários, com idades entre 28 e 60 anos. Desse total, 56 eram pessoas saudáveis e 40 eram pacientes diagnosticados com câncer de pulmão por meio de métodos tradicionais – broncoscopia, tomografia computadorizada e punção pulmonar.

Exame rápido e não invasivo
Os testes mostraram que o aparelho é uma ferramenta eficiente para o diagnóstico rápido e não invasivo do câncer de pulmão. Um dos autores do estudo, o engenheiro químico Hossam Haick, do Instituto de Tecnologia de Israel, declarou ao jornal inglês Telegraph.co.uk que os resultados do exame poderiam ser obtidos em apenas dois ou três minutos. Além disso, os pesquisadores acreditam que os custos de produção do aparelho serão baixos.

O grupo israelense prevê que os sensores de ouro, depois de aperfeiçoados, poderão servir para diagnosticar outros problemas, como falência renal e câncer de cólon. Entretanto, ainda são necessários testes clínicos para comprovar de fato a eficiência da tecnologia no diagnóstico dessas doenças.

Haick espera que no futuro o aparelho seja usado nos hospitais como exame de rotina para todos os tipos de câncer. Isso permitiria a identificação precoce da doença e aumentaria as possibilidades de tratamento eficaz. “Os aparelhos desenvolvidos devem ser relativamente baratos, portáteis e acessíveis para uso difundido em triagem, o que os torna potencialmente valiosos no salvamento de milhões de vidas todo ano”, dizem os pesquisadores no artigo.


Raquel Oliveira
Ciência Hoje On-line
31/08/2009
Admin · 23 vistos · Deixe um comentário

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